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Cantar, para mim,
É um fatalismo telúrico,
Um determinismo da raça.
Meu bisavô era umbu
E eu calhandra em seu galho;
Meu bisavô era bambu
Que os tempos fizeram lança.
Que os ventos fizeram quena…
E eu, conseqüência apenas
Desses tempos,
Desses ventos,
Me transformei em canção!
E canto para os de então!

Outros mais terão motivos
Para celebrar os vivos
Que reinam, falam em paz.
Eu, que sou pássaro triste,
Bagual e de pouca voz;
Eu, que escutei as avós 
Eu, que não conheço alpiste,
Cantarei os da culatra:
Esses que fizeram pátria!
Cantarei sempre os de trás!

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